17/03/2010
ECONOMIA DA VIDA
Falar contra o dinheiro não é uma questão simples. Nossa forma de viver, nossas elações, nossas organizações, enfim, toda nossa vida em sociedade está organizada pelo sistema de compra, venda, trocas, sob a forma do dinheiro. Não temos como viver sem ter dinheiro. A crítica da Campanha da Fraternidade 2010 é a forma como o dinheiro está sendo usado e sua forma de negociação como mais importante que a própria vida. Acentua a diferença entre o dinheiro estar a serviço a vida de a vida estar a serviço do dinheiro. É na submissão da vida ao dinheiro que não é possível a presença de Deus. Ainda mais quando a organização somente elo dinheiro é determinante para o aumento da pobreza e miséria no mundo. É lamentável que ainda temos teologias da prosperidade que afirmam que a Igreja está abençoando uma forma de entendimento atrasado. Atrasado é quem não enxerga que esse sistema aumentou no último ano para 1,12 bilhões de famintos o mundo. Precisamos pensar uma economia que seja promotora da vida, não apenas e alguns, mas de todas as pessoas. É na submissão da vida ao dinheiro que não é possível a presença de Deus. Ainda mais quando a organização somente pelo dinheiro é determinante para o aumento da pobreza e miséria no mundo.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:38 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Espiritualidade na Economia: condições para uma articulação teológico-espiritual com a economia
Pe. Fábio C. Junges
A Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano aborda um tema fundamental e desafiador. Exige, por isso, uma abordagem cautelosa e audaciosa, por mais paradoxal que esta afirmação seja. Isto porque já não são poucos os artigos publicados em sites e jornais que condenam esta reflexão realizada pelas Igrejas. Muitas dessas reflexões são destituídas de fundamentação teológico-pastoral, além da falta de um conhecimento profundo do Texto-Base orientador desta temática reflexiva. Outras apresentam com justeza dificuldades e problemas nas abordagens realizadas pelas Igrejas.
A fim de que as nossas reflexões sobre o tema da Campanha da Fraternidade não sejam destituídas de fundamentação, alguns pressupostos de base necessitam ser colocados. Para que esta reflexão teórica não se apresente tão facilmente com significantes flutuantes, desprovidos de coalescência conceitual, esta reflexão procura correlacionar economia e espiritualidade. Este texto, resultante de uma palestra proferida na Assembléia Diocesana de Pastoral, tem como objetivo mostrar em que perspectiva o discurso teológico sobre o tema da economia é possível e viável.
Espiritualidade na Economia?
Pois bem, qual é o assunto central da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano? Seria a economia, o capitalismo, o neoliberalismo, o desemprego, a pobreza, a economia solidária? A resposta é sim e não. Todos estes temas entram na reflexão, mas o tema central, enquanto teológico-espiritual, é a relação entre “economia e vida”, vista na perspectiva da fé cristã. Há se destacar que, enquanto Igrejas, a reflexão sobre economia e vida precisa ser colocada na perspectiva da fé cristã e não a partir de outras determinações externas. Se a reflexão for feita desse modo, então as Igrejas se encontram no seu direito discursivo, pois, como veremos, a questão econômica é uma questão de espiritualidade, desde que bem articulada.
A materialidade da vida
Podem ser apresentadas duas dimensões dessa relação fundamental entre economia e vida: a materialidade da vida e o aspecto teológico-espiritual da economia. Defendemos a tese de que a temática abordada nesta Campanha da Fraternidade ajuda as comunidades a tomarem mais consciência da materialidade da vida e da íntima relação entre essa dimensão e a salvação. Iremos elucidar, agora, esta primeira dimensão: a materialidade da vida. Querendo ou não, enquanto cristãos, temos uma tendência histórica de espiritualizar por demais a noção de vida. As Igrejas mantêm uma parcela de culpa nesta tendência, uma vez que enfatizaram em demasia a “salvação da alma” e a “vida eterna”, em detrimento dos valores e recursos econômicos.
Quando espiritualizamos demais a vida, a própria evangelização ou pregação da Palavra de Deus acaba restrita somente à dimensão transcendental, sem relação com os aspectos materiais e econômicos da vida humana. Do mesmo modo, quando tudo espiritualizado, a ação ou preocupação pastoral-social em favor das pessoas pobres ou em necessidade passa a ser um complemento secundário da missão. Por outro lado, quando tudo espiritualizado, faz com que cristãos atuantes no campo econômico-social-político tenham dificuldades em falar sobre evangelização, salvação ou missão. É a tendência muito forte de valorizar somente o trabalho social em detrimento da espiritualidade.
Muitas das críticas já elaboradas sobre a Campanha da Fraternidade deste ano são decorrentes desta errônea e parcial compreensão de espiritualidade. Por isso, vale destacar mais uma vez que a evangelização está a serviço da vida (Jo 10,10). A vida humana depende do trabalho, da natureza e do funcionamento da economia. Portanto, se perdermos de vista a dimensão material-econômica da vida, perdemos de vista o ser humano real e concreto e, assim, perdemos o núcleo da missão cristã. O desejo e promoção da vida plena e abundante para todos é a missão do cristianismo e das Igrejas.
O aspecto teológico-espiritual da economia
À primeira vista, falar em aspecto teológico-espiritual da economia soa estranho para a maioria dos cristãos. É quase consenso de que a economia trata das questões materiais, enquanto que a teologia e a espiritualidade das questões imateriais. Contudo, a afirmação de Jesus, “ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6,24), revela uma profunda relação entre economia e teologia ou espiritualidade. Para que esta relação seja de fato percebida, é preciso elevar a questão econômica ao coração da teologia e da evangelização.
Jesus coloca uma disjuntiva: “Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará a um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Jesus mostra que dinheiro pode ser e foi colocado no mesmo nível de Deus. Quando a questão econômica passa a ocupar o lugar de Deus, o nosso único Absoluto, então o dinheiro se torna um problema teológico e espiritual: uma questão de discernimento entre o Deus verdadeiro (da vida) e o deus falso ou ídolo (dinheiro). Isto é, da submissão a um “deus falso” ou ídolo que exige sacrifícios de vidas humanas resulta o problema e o tema teológico, bem como, da evangelização e da espiritualidade desta Campanha da Fraternidade: economia e vida.
Os teólogos Assmann e Hinkelammert trabalharam teologicamente esta problemática de modo paradigmático. Eles criticam não o mercado enquanto tal, mas o mercado quando se torna absoluto, isto é, enquanto critério máximo (absoluto) para decisões sobre a vida e a morte na sociedade (idolatria). A idolatria é decorrente, em boa medida, do deslocamento da fonte de espiritualidade na nossa sociedade atual: da religião para a economia (mercado). É o “espírito do capitalismo” conforme bem definiu o sociólogo Max Weber. Ou seja, conforme o sociólogo Marx, a mercadoria, em meio às relações sociais, torna-se “cheia de sutileza metafísica e manhas teológicas”. Seguem abaixo alguns exemplos de espiritualidade na economia.
Antes, as pessoas trabalhavam e lidavam com as questões econômicas em função da satisfação das necessidades de viver (a dimensão material da vida). Agora, ganhar dinheiro, consumir e ostentar o consumo passou a ser o sentido último da vida. No passado, não tão distante, quando as pessoas se sentiam “impuras” iam às Igrejas ou a outros lugares sagrados para rezar ou participar de algum rito de purificação. Hoje em dia, muitas pessoas preferem ir a um Shopping Center fazer compras ou ver vitrines para se purificarem. Essas experiências econômico-espirituais são tão marcantes nos dias de hoje que, mesmo nas Igrejas, têm uma presença muito forte: o orgulho por causa de um padre ou pastor da sua Igreja vender muitos CDs ou fazer muitos shows; padres e pastores de sucesso espiritual-econômico estão se tornando modelos para novos candidatos ao sacerdócio ou pastorado.
Dois níveis de discussão da economia
É preciso demarcar com precisão a tarefa e a não tarefa das Igrejas e da Teologia quanto à questão econômica. A não tarefa teológica se situa no campo técnico-operacional da economia. A discussão sobre a melhor forma de combater a inflação, de aumentar o nível de emprego ou melhorar a distribuição de renda não é do campo da teologia, mas sim das ciências sociais e econômicas.
A tarefa teológica consiste na crítica à idolatria que ocorre na economia e esta tarefa pertence ao coração da tradição bíblica. Como fazer? Fazendo uso de mediações como sempre insistiu a Teologia da Libertação. Com a ajuda da análise das ciências econômicas é preciso desvelar os fundamentos teológicos da economia, isto é, desmascarar as idolatrias que justificam mortes em nome de falsos deuses (1º e 2º mandamentos), salvando a vida contra as forças da morte (5º mandamento), das mentiras (8º mandamento) e dos roubos (7º mandamento).
Afirmação contundente
“O lugar das Igrejas é onde Deus está atuando, Cristo está sofrendo e o Espírito está cuidando da vida e resistindo aos principados e poderes destrutivos. As Igrejas que se mantiverem distante desse lugar concreto do Deus Triuno não podem afirmar que são Igrejas fiéis” (Texto-Base, p. 45). Desta afirmação contundente resultam algumas ponderações, a saber: as Igrejas, ao propor a Campanha da Fraternidade Ecumênica sobre a questão econômica relacionada com a vida, precisam se auto-afirmar: “nós não podemos servir a Deus e ao dinheiro”. Em forma de perguntas: nossas Igrejas servem a Deus com o dinheiro? Ou se servem de Deus para ter dinheiro?
Uma oração profética
Nada melhor que terminarmos nossa reflexão com a oração profética do Pai-Nosso:
Pai nosso, que estás no céu (não Pai meu)
Santificado seja o teu nome (não o meu nome)
Venha a nós o teu reino (não o meu reino)
Seja feita a tua vontade (não a minha vontade)
Assim na terra como no céu (não no céu como na terra)
O pão nosso de cada dia (não o pão meu)
Perdoa-nos as nossas dívidas (não somente ofensas)
E não nos deixes cair em tentação (não somente sexual, mas principalmente econômica e social: amor ao dinheiro; redução do ser humano à condição de consumidor; ato de dignificar a pessoa por conta de sua capacidade de consumo).
Mas livrai-nos do mal, pois teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre (não é nosso o reino, nem o poder, nem a glória do momento).
Considerações finais
Sabemos que a rotina nos anestesia e, na repetição, cria a ilusão (idolatria, 1º e 2º mandamentos) de estável normalidade. Podemos estar diante do precipício (economia atual), mas acostumados a vê-lo a cada minuto, não temos ideia da queda que nos espera se dermos um passo à frente (morte, 5º mandamento). Nada é mais perigoso do que os hábitos (roubos, acúmulos, mentiras, 7º, 8º e 10º mandamentos) que se apoderam de nós como oculto invasor noturno (“não nos deixes cair em tentação”), que não percebemos nem notamos quando nos assalta e nos domina (idolatria). Portanto, nada mais benéfico que sejamos puxados pelo braço e que nos mostrem o abismo, isto é, a idolatria (1º e 2º mandamentos) que mata (5º mandamento) como pretende fazer a Campanha da Fraternidade deste ano, ao chamar a atenção para as nossas relações econômicas.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:37 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
FAÇA-SE A COMUNICAÇÃO
O Antigo Testamento, da Bíblia, inicia com a afirmação: “E Deus disse, faça-se...” Já o Novo Testamento tem no Evangelho de São João algo parecido: “No princípio era o Verbo (palavra) e o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Em ambos os casos, a clara necessidade de que mesmo o Divino utiliza-se da comunicação que antecede ao fazer, a concretização de qualquer ação. Penso nisto quando a Igreja Católica do Rio Grande do Sul reflete a respeito do Mutirão Latino Americano e Caribenho, que realizou em Porto Alegre, entre 3 e 7 de fevereiro. Uma proposta ousada e arriscada. Tenho dito em palestras que o problema da Igreja não está em documentos produzidos academicamente ou teóricos, mas em políticas que realmente levem a comunicação à realidade. Um economista, obrigatoriamente não é um bom administrador. Pode conhecer a teoria sem que tenha tido
chance de colocar a mão na realidade prática. Um sociólogo que se preocupa em buscar apenas na academia seu conhecimento pode ser um bom conferencista, mas não alguém que possa jogar luz sobre a vida do dia a dia que lhe está distante. Um padre pode ser um teólogo por excelência, mas terá dificuldade de contato com a população se não tiver a sensibilidade do pastor, que procura insistentemente qualquer ovelha perdida, até encontrá-la, tratá-la e festejar o seu reencontro. Assim como existem alfabetizados funcionais, também temos batizados funcionais: pessoas com o mínimo ou nenhuma formação religiosa, precisando de carinho no trato do discurso que lhes é endereçado, porque não o
entendem, ou entendem apenas em parte. As experiências feitas a respeito são exatamente isto: experiências. Não conseguiram transformar- se em políticas que possam dar certo em variados ambientes. Uma comunicação popular é necessária. A academia produziu trabalhos interessantes, mas que não respondem aos anseios daqueles que estão próximos das bases e veem a distância abismal existente entre quem produz conhecimento e aqueles que deles deveriam se valer para iluminar ou mesmo melhorar a própria realidade. Este é o desafio real: que o discurso e o testemunho possam ser entendidos, assimilados e façam a diferença entre quem prega caminhos e aqueles que caminham juntos. Mas pudemos perceber que, no Mutirão, os comunicadores fizeram suas palestras, os sociólogos defenderam suas teses e os pedagogos e filósofos mostraram a beleza presente na arte de existir. No entanto, a impressão que tive é de que faltou alguma coisa. A proposta mais sensata – ou prática – foi da necessidade de se romper o silêncio. Estranho, não? Porque ela,
em si, não tem elementos “práticos”. No entanto, o que quis dizer é do quanto é necessário romper a barreira entre aqueles que lá estavam e que, de alguma forma, já ouviram o que foi dito, e aqueles que andam pelas cidades, bairros e interior, necessitando partilhar destas mensagens. É parecido com os artigos que se escrevem falando a respeito da preservação da natureza, do patrimônio público e das áreas de convívio. Infelizmente, quase sempre, quem lê é alguém que já partilha destas ideias. Os vândalos, aqueles que depredam escolas, praças, igrejas, não leem aquilo que escrevemos. Pode parecer um paradoxo que num encontro de comunicação seja necessário repetir palavras ou expressões como esperança, cultura da paz e solidariedade, que já estão praticamente calejadas no nosso discurso de Igreja. A realidade é que não conseguimos fazer com que elas passem do discurso para a prática do dia a dia. São João – aquele que dormiu no ombro do Senhor na Última Ceia e não o que perdeu a cabeça pela espada – repetia a expressão: “filhinhos, amai-vos uns aos
outros”. Passado dos 90 anos, entrava reunião e saia reunião e ele com o seu bordão. Até que um mais atrevido resolveu perguntar: “Pô, João, não tens outra mensagem?”. O bom ancião olhou para todos os que estavam presentes e tascou: “mas vocês já fizeram isto?” Este é o desafio: a capacidade de romper nossos círculos e atingir os que cansaram de esperar por mudanças e resolveram apenas viver, sem qualquer compromisso com a realidade. Deixam apenas que os dias passem. Para que não sejam apenas palavras repetidas é preciso, mais do que seminários, congressos e mutirões, praticar a mensagem de São João, tão simples, lúcida e atual: “filhinhos, amai-vos uns aos outros!”
Manoel Jesus (manoeljss@hotmail.com)
Professor de Comunicação da UCPel
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:37 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Um diálogo entre culturas
Mutirão de Comunicação faz da música um encontro entre culturas
Nos dias 03 a 07 de fevereiro de 2010, Porto Alegre foi o lugar de encontro de uma diversidade cultural, de linguagens, de compreensão de vida, de raças, de credos, que procuraram se comunicar e produzir um diálogo aberto para que o ser humano, em suas diversas formas de viver, pudesse realmente se encontrar e mostrar que a diversidade da vida não precisa anular uma para que outra possa sobreviver. Um exemplo desse encontro foi a diversidade em comunicação pela música. Todas as noites, desde a abertura, eram marcada por um show musical.
Ainda música clássica
Na abertura, fez-se a pergunta: combina ou não combina, um grupo de uma favela, morenos, pobres,tocando música clássica? Realmente foi um Show! Com a melodia
perfeita, músicas bem interpretadas, bem escolhidas, ninguém se importou se quem estava tocando o instrumento era pobre e moreno( a). A beleza que se fazia sentir
pelos ouvidos mais que pelos olhos era produto de verdadeiro diálogo entre culturas. A música clássica, produto tipicamente europeu, acessível para povo erudito, com classe econômica mais abastada, sendo tocada por pessoas de periferia, sem muito acesso a cultura, de classe econômica pobre, mostraram que a compreensão entre as diferenças é possível. Esse encontro, com certeza, foi propiciado por pessoas de boa vontade, de sentimento de humanidade e que são capazes de construir pontes não para um intercâmbio. E nesse encontro, tanto quem tocava quanto a própria música se modificaram. Na Venezuela há um projeto educativo para as pessoas pobres, através da música clássica. Atualmente são mais de 250.000 pessoas que sabem tocar música clássica. Porque esse tipo de música? Segundo o autor do projeto, um economista, é que esse tipo de música eleva a condição de pensamento e sentimento, distinguindo-se daquela que os meninos e meninas escutam em casa, onde seus pais bebem, brigam e mantém a pobreza. Ao mesmo tempo que a música clássica ajuda a mudar as pessoas, ao ser tocada por um cultura latino- americana ela mesma é transformada. A beleza da criatividade e alteza intelectual ganham uma alegria, uma entonação de dança, de prazer, de emoção corporal. Provaram que a intelectualidade pode ser muito alegre e divertida.
Tradicionalismo Nativista através de São Luiz Gonzaga
Numa das noites do mutirão, aconteceu um encontro de músicos nativistas do Rio
Grande do Sul. Pedro Ortaça e Grupo, Luis Carlos Borges, Dante Ramon Ledesma e
grupo e Raulzito e grupo. Várias canções lembraram e homenagearam o município de São Luiz Gonzaga, sede de vida de Pedro Ortaça e Grupo. Cada grupo apresentou algumas músicas em separado, resgatando as origens da formação de nossos povos do Rio Grande de Sul numa relação com a Argentina, terra de Raulzito e Grupo. Para finalizar a noite, proporcionaram um encontro musical, com todos os músicos, onde o palco realmente ficou pequeno, dos vários estilos musicais. Não apenas para quem é do Rio Grande do Sul foi o encantamento com o show de musicalidade e interpretação de algumas das músicas mais tocadas e conhecidas da região sul.
A Igreja e o rock
A última noite do mutirão, para encerramento do mesmo, um show com Papas da Língua. Quando saímos do show, nos perguntávamos, como queremos que os jovens
troquem um show por uma missa, ou como vão gostar de uma missa depois de ir a um show desses. E, os jovens vão nesses shows e tantos outros que são uma loucura!
Além da perfeição de sonorização do instrumental da PUCRS, uma batida musical para não deixar ninguém sentado. Enquanto na música clássica alguns se deleitavam
e na nativista outros, os jovens deram um show à parte de dança e participação ao som contagiante do Papas da Língua. Instrumentos de primeira qualidade, batidas fortes, empolgantes,fizeram o mutirão pular e dançar. Além do encantamento pelo show, destacam-se a presença dos Bispos e alguns padres de mais idade. Não dançaram, é claro. Mas escutaram, apreciaram-no como uma linguagem musical, como uma forma de cultura. Ficou uma pergunta: para os jovens é possível uma Igreja sem essa forma de cultura? Alguns comentavam que era preciso levar as equipes de canto das missas para um show desses primeiro, e depois, então, ensaiar os cantos da missa. Deu a entender de que é preciso aos poucos construindo uma igreja rockeira se quiser os jovens dentro dela. Será? Isso são apenas algumas ponderações que foram feitas sobre a questão da Igreja e o diálogo cultural dentro dela em relação às missas. O que foi consenso no mutirão é uma abertura cultural para o diferente e a concretização de uma cultura de solidariedade entre todos os povos. A solidariedade é condição mais importante para que as culturas se compreendam e se ajudem, onde as pessoas possam ter uma vida de paz e de respeito. A música, no Mutirão de Comunicação em Porto Alegre, mostrou que isso é possível.
POR ADAIR ADAMS
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:35 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Purgatório e reencarnação
Há uma profunda diferença entre ambos e muitos cristãos nem sabem disso, observa o teólogo R. Blank, no seu livro Esperança além da Esperança, p. 110. A doutrina da reencarnação declara que depois da morte a pessoa deve voltar para outras vivências em outros corpos. No decorrer destas novas vivências ela pode evoluir, limpando o seu karma. Quando, através de inúmeras vivências, alcançou o nível de uma evolução plena, as reencarnações acabam e a pessoa pode gozar de uma vida plena. Quantas vivências sucessivas serão necessárias até que se alcance este nível de evolução plena e se os ciclos reencarnacionistas jamais terminarão, na realidade ninguém sabe. Teoricamente,
não há limites no possível número de reencarnações, porque não há limites de evolução.
A doutrina católica do purgatório é marcada pela esperança, bem diferente da concepção de reencarnação. O que nos ensina a Fé Cristã Católica? A pessoa humana vive uma única vida terrena e depois se encontra com Deus. Junto com Deus e frente a Deus, este homem julga a sua vida vivida, conforme os critérios de Deus. E, caso esta vida não corresponda em tudo a estes parâmetros de Deus, é Deus que possibilita para a pessoa uma evolução dinâmica para frente, para o novo. Esta evolução, porém, não é a volta às dimensões já conhecidas de uma vida humana. Ela é algo totalmente nova, um processo qualitativamente novo que se realiza dentro de novas dimensões, significa dar um passo à frente, avançar e não voltar e repetir. Podemos ler na Bíblia, carta aos Hebreus 9,27-28: “e dado que os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento, assim também Cristo se ofereceu de uma vez por todas, para tirar o pecado de muitos”.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:34 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Internet ajuda idosos no funcionamento cerebral
Neuroimageamento revela que após experiência tecnológica, atividades de algumas regiões cerebrais aumentam. Não importa a idade nem a experiência prévia com ouse e teclado, o uso da internet faz bem ao funcionamento cerebral – e os resultados já aparecem depois de poucas semanas de treino. É o que constata um estudo realizado por neurocientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles apresentado na última reunião da Sociedade de Neurociências, em Chicago.
Eles acompanharam um grupo de 24 pessoas saudáveis de 55 a 78 anos, sem familiaridade com computadores. Elas passaram por duas semanas de treino, nas quais fizeram exercícios de navegação e busca na internet durante uma hora todos os dias. Sua atividade cerebral foi analisada duas vezes, antes e depois do experimento, por meio de ressonância magnética funcional. Os resultados foram comparados aos e outro grupo que já usava computador diariamente. O neuroimageamento revelou que, após a experiência tecnológica, houve aumento da atividade de regiões do cérebro responsáveis pela linguagem, leitura, memória, habilidades visuais e tomadas de decisão. Além disso, o nível de atividade cerebral se equiparou ao do grupo que já lidava com computadores cotidianamente.
Mágoa e medo podem provocar até cancêr
O que a Psicologia, na linha da psicossomática, já afirma à longa data é confirmado
por médicos, de que as emoções negativas são capazes de causar crises de hipertensão, vitiligo e outras doenças. E, sentimentos como medo, dúvida, tristeza, mágoa e estresse podem causar até mesmo câncer. Esses sentimentos negativos provocam sintomas como palpitação, falta de ar e dores no peito e outros sintomas que levam a causar doenças mais sérias que as que normalmente se pensa. O emocional não apenas interfere na causa de doenças graves ou simples, mas também o tratamento. Se a pessoa não acreditar, há a possibilidade de não dar certo. O mais importante no tratamento é a vontade do paciente. Doenças dermatológicas também estão ligadas às alterações do quadro emocional. O estresse e o cansaço podem piorar os quadros de acne, dermatite, seborréia e queda de cabelo. Ter um controle razoável do quadro emocional ajuda muito para ter uma qualidade de vida.
Rita Lee propõe um outro BBB 2010
A cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas ideias brilhantes, dignas do seu gênio criativo. Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother Brasil,
ela deu a seguinte sugestão:
- Colocar todos os pré-candidatos à Presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo, sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados.
- A cada semana, o público votaria e eliminaria um candidato.
- No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do País.
- Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
- Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisaria corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o ‘fundo de campanha’.
A ideia não é incrivelmente boa?
Casa dos políticos, já!
Cerro Largo realiza seminário de Amor Exigente
O Cine Rex abrigará o grande seminário sobre prevenção às drogas - família, escola comunidade, nos dias 18 a 20 de março, na cidade de Cerro Largo. Serão palestrantes Mara Silvia Carvalho Menezes, presidente da Federaçao do Amor Exigente; Carlos Cesar Arcolino, Coordenador Nacional do Grupo de jovens Amor Exigente. Ele é consultor de empresas e escritor. É também palestrante, Luiz Dias, promotor de justiça de São Francisco de Assis/RS. Ricardo Valente, jornalista e psicólogo, especialista em dinâmica de grupos e dependência química palestrará também. O congresso é direcionado a grupos de amor exigente da região, bem como professores, agentes de comunidades terapêuticas, de comunidades e comunidade em geral. A inscrição custa R$ 30,00, e pode ser feita pela internet, acessando
www.cerrolargo-rs.com.br acessando o ícone seminário sobre amor exigente. Neste espaço estão todas as informações, inclusive o programa e ficha de inscrição. Outras informações podem ser tomadas pelo telefone 55 3359 1545.
Pensar no futuro nos move positivamente
Já é conhecida a capacidade da mente humana de “viajar no tempo”, pensando no futuro ou no passado. Agora, cientistas da Universidade de Aberdeen identificaram que pensar no futuro pode nos mover para frente, enquanto lembrar fatos do passado, nos empurra para trás. Lynden Miles, Louise Nind e Neil Macrae da escola de psicologia da Universidade estudaram como as percepções do tempo e do espaço estão ligadas. Eles analisaram a reação do sistema sensório motor quando as pessoas pensavam no futuro ou no passado. Com sensores de movimentos, foi possível notar que pensar no passado fazia com que as pessoas balançassem para trás, enquanto
imaginar o futuro os movia para frente. O estudo publicado no jornal online da Association for Psychological Science sugere que as metáforas de tempo e espaço (futuro para frente e passado para trás) estejam ligadas aos nossos sistemas de percepção e ação.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:33 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Grupos Eclesiais e Fraternidade
Cada Grupo Eclesial de nossa diocese é, e quer ser sempre mais, casa e escola de vida cristã, lar e oficina de crescimento na fé, de comunhão fraterna, de compromisso missionário. Cada Grupo tem as características próprias da Igreja, lugar de encontro, crescimento, serviço, contemplação e profecia. Durante o ano, os membros dos grupos se ajudam a viver o espírito de cada tempo litúrgico. No Advento nos reparamos para acolher o Menino, que veio como missionário do Pai e nos associou à sua missão. Fizemos um gesto concreto de resposta na fé, colaborando na Campanha e Coleta da Evangelização. Nosso olhar estava voltado para além da diocese, para o Brasil e para o mundo. O segundo tempo litúrgico do ano é o que estamos vivendo agora, o tempo pascal. Nele nos ajudamos a entregar-nos à vontade do Pai, como Jesus, e aprendemos dele que essa vontade é que nos amemos uns aos outros, sem distinção de pessoas. Pobres e ricos, pretos, morenos e brancos, católicos e não católicos, todos nos abraçamos com sentimentos de fraternidade. Como expressão dessa vivência, queremos participar com generosidade da Campanha da Fraternidade, refletindo sobre o tema da economia, o uso dos bens materiais, cujo fim são as pessoas, “para que tenham vida”. A Campanha da Fraternidade, neste ano, é novamente ecumênica, assumida em conjunto com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). É uma oportunidade para crescermos na unidade da fé cristã. É o mesmo amor de Cristo que nos anima e conduz para sermos sal, luz e fermento de justiça, solidariedade, alegria e paz. Nossa ação comum é dirigida para os mais excluídos da festa e do banquete da vida. Faço votos para que a Páscoa de Jesus, passagem da sua vida no mundo para a vida gloriosa, signifique e realize também nossa Páscoa, nossa conversão para uma vida mais divina e, por isso, mais humana e fraterna. Em Cristo, crucificado e ressuscitado, participamos, desde já, de sua glória, que aqui se traduz na certeza da sua presença conosco, na experiência da sua amizade e na esperança de libertação para todos. Através da nossa fé e do nosso trabalho. Feliz Páscoa!
Dom José Clemente Weber
Bispo Diocesano
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:33 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
NOTICIAS
Blog e Missioneiro trazem vocacionadas para Carmelo
Redes lançam-se para mares distantes... trazendo o diferente, que necessita de adaptação e mudanças de quem chega e de quem acolhe.
O Carmelo Imaculado Coração de Maria de Giruá-RS, tem inovado na sua forma de propor a forma de vida carmelita às jovens. Investindo em material didático como cartões, calendários, folhetinhos e, recentemente, o que realmente tem dado efeito, foi com reportagens no Jornal Missioneiro e no seu Blog. Sônia de Mello, natural
de Alecrim-RS, ficou sabendo do Carmelo através do Missioneiro em sua escola. Estudando alguns artigos, ela interessou-se por uma reportagem sobre a vida do Carmelo naquele jornal exposta. Uma Cuaibana, Karla Almeida ficou sabendo do Carmelo em Giruá através do Blog mantido pela entidade. Da mesma forma, Adriana de Aquino, da cidade Mãe de Deus da Bahia, ficou sabendo da vida contemplativa carmelita em Giruá através do blog. Junto com ela, veem mais duas candidatas. O Carmelo tem como regra básica de vida a oração e o trabalho. Sustentam-se com o que fazem. Irmã Marlise Vier, natural de Cerro Largo, a coordenadora da casa, é responsável também pela fabricação de velas artesanais, velas para o altar, batismo, primeira eucaristia, procissões e círios pascais. A irmã Tereza, de Carlos Barbosa, tesoureira do Carmelo, responsável pela confecção de terços e bijuterias com motivos sacros, além de auxiliar as outras irmãs nos diversos trabalhos. Outra fonte de renda do Carmelo é a confecção de hóstias, que são enviadas para diversos pontos do país. Vestes litúrgicas, paramentos e outros também são confeccionados pelas irmãs. A arte sacra é uma constante na vida da Irmã Maria, natural de Caibaté, que pinta telas, standartes e outros.
O telefone para informações é
55 3361 1063,
Email:carmelogirua@terra.com.br
Blog: carmelogirua.blogspot.com
Pastoral da Juventude tem Nova Liberada
Em 2010, houve troca da semi-liberada da PJ diocesana. A partir desse ano quem estará à frente da articulação desta pastoral é a jovem JÉSSICA OLIVEIRA DE SOUZA. Agradecemos o empenho da jovem IANA PATRÍCIA PANDOLFO que esteve nessa função nos últimos dois anos. Por isso, queremos informar que, agora, a secretaria da Pastoral da Juventude está com sede na cidade de Santo Ângelo, na CÚRIA Diocesana. Qualquer interesse ou necessidade entre em contato conosco indo até a secretaria ou pelo telefone (55) 9655-4850.
III Fórum Social Missões
A terceira edição acontece nos dias 18, 19 e 20 de março mais uma vez nas instalações da URI, em Santo Ângelo, que se prepara para receber milhares de participantes, vindos do RS, Argentina e Uruguai. Para a edição de 2010, somam-se à programação as conferências: Direitos Humanos e Identidades Culturais como alternativas à Hegemonia Neoliberal Capitalista; A Utopia da Terra sem males: A experiência Jesuítico - Guarani e a Utopia Crítica em Boaventura de Sousa Santos; Praticando Agroecologia: Construindo Segurança Alimentar e Energética; A Atual Crise Sistêmica e de Civilização e as Alternativas de Esquerda Socialistas; A integração Latino-America: Problemas e Desafios; A Educação Popular, a democracia participativa e a Sustentabilidade Ambiental: Desafios Latino-Americanos.
Inscrições: protocolo da URI Santo Ângelo, ou www.urisan.tche.br.
E ainda no site www.forumsocialmissoes.org.br sem certificado R$ 10,00 com certificado R$ 20,00.
Encontro de Vocacionados
Iniciou-se neste ano de 2010, na diocese de Santo Ângelo, uma nova modalidade de formação dos seminaristas do Ensino Médio, não mais em forma de internato, mas acompanhamento através de realização de encontros periódicos durante o ano e visitas às famílias e comunidades. O 1º encontro realizou-se nos dias 18 a 21 de fevereiro no Seminário Pe. Adolfo Gallas, juntamente com os dois seminaristas do propedêutico que residirão no seminário de Santo Cristo. A orientação é dos padres João Nelson Loro, Eugênio João Hartmann e Valcir Luís Puhl.
Décio Walker fala a ministros
Tendo por tema Jonas e Lucas, Pe. Décio Walker assessora o curso de atualização ao numeroso corpo de ministros extraordinários da palavra e eucaristia dos municípios e Santo Ângelo, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, São Miguel das Missões, Catuípe, Giruá, Senador Salgado Filho e Vitória das Missões. O curso acontece dia 14 de março, no salão paroquial da Catedral em Santo Ângelo.
Curso de Teologia Pastoral
Em continuidade, o Curso de Teologia Pastoral da Forania de Três de Maio tem início no dia 03 de março. Na Forania de Santa Rosa, com turma nova, inicia no dia 08 de março.
Curso de Teologia do IMT
O curso de Teologia do Instituto Missioneiro de Teologia, agora no turno da noite, tem início no dia 01 de março. Metade dos estudantes são leigos. Os seminaristas do
Teologado iniciaram suas atividades no dia 24 de fevereiro, com reflexões e integração dos novos seminaristas.
Giruá se prepara para o Jubileu de Diamante
Dia 28 de janeiro de 2010, em missa solene pelos 55 anos de emancipação de Giruá, oram abertos oficialmente os trabalhos rumo aos 60 anos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Giruá. Fundada em 1951, ela conta, hoje, com 51 comunidades, um Carmelo e uma Comunidade de Religiosas do Sagrado Coração de Jesus. Os trabalhos assumidos são: conclusão das reformas da Igreja Matriz; construção de um livro histórico da paróquia, formação continuada de lideranças e organização dos grupos eclesiais.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:32 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Natureza em fúria
Manifestações da natureza levam destruição e morte a todos os cantos do mundo
Mais de meio milhão de mortes pelo mundo por consequências das catástrofes da natureza em todo o mundo. Haiti, Chile e Europa. Não se trata de castigo que alguns sofrem. Trata-se de uma relação recíproca que estabelecemos com a natureza. Ela tem sua vida que depende do modo como interagimos e como nos organizamos com ela.
Arcebispo estima 500 mil
mortes no terremoto do Haiti
O presidente da Conferência do Episcopado do Haiti e arcebispo de Cap-Haitien, Louis Kebreau, estimou em mais de 500 mil as mortes pelo terremoto de janeiro, alegando que mais de um mês da tragédia continuam aparecendo corpos sob os escombros. O arcebispo participou de um encontro com estudantes haitianos da Pontifícia Universidad Católica Madre e Maestra (PUCMM) em Santiago, norte da República Dominicana, onde defendeu pela reconstrução "digna" e "humana" do Haiti. Kebreau rejeitou que o sismo tenha sido um castigo de Deus, como comentaram algumas pessoas. Ao contrário, argumentou, o terremoto servirá para mudar a mentalidade do povo haitiano e contribuirá para que as "pessoas reflitam sobre o sentido da vida". No encontro, que contou também com a presença do reitor da PUCMM, monsenhor Agripino Núñez
Collado, o haitiano expressou que a Igreja Católica perdeu muitos membros no terremoto, entre estes 16 seminaristas e um sacerdote. Segundo Kebreau, a magnitude dos danos causados pelo sismo foram maiores porque Porto Príncipe foi construída para 100 mil habitantes, mas no momento da catástrofe viviam na cidade mais de 3 milhões de pessoas em meio a construções anárquicas e sem qualquer planejamento urbano.
Conforme o presidente haitiano, René Préval, o terremoto de 12 de janeiro, que teve uma magnitude de 7 graus na escala de Ritcher, deve chegar a 300 mil mortos.
Tempestade na Europa causa
dezenas de mortes e destruição
A tormenta Xynthia atingiu a Europa com toda fúria. O número de mortos no oeste da França foi para mais de 47, segundo o ministro do Interior, Brice Hortefeux. Foram dezenas as vítimas dos ventos e chuvas fortes que atingiram cinco países da Europa
ocidental no dia 28 de fevereiro. Há desaparecidos e muitos feridos. Hortefeux disse à emissora de rádio France-Info que o número de mortes "sem dúvida" se elevará.
Mais de 9 mil funcionários do setor de resgate realizam inspeções casa por casa nas áreas atingidas. Atormenta Xynthia chegou à França na madrugada do dia 28 de fevereiro, inundando centenas de áreas, destruindo casas e deixando cerca de um milhão de moradias sem eletricidade. A maior quantidade de mortes ocorreu na região francesa da Vendeia, na costa atlântica do país. Em Paris, o vento derrubou motocicletas e
carregou montanhas de lixo para as ruas. Houve atrasos nos voos e pelo menos cem eles foram cancelados nos principais aeroportos da capital francesa. Também houve atrasos nos serviços de trens em todo o país em razão das vias inundadas.
Os ventos chegaram a 200 quilômetros por hora nas montanhas dos Pirineus e a 150 quilômetros por hora na costa atlântica. A ameaça de avalanches era alta nos Pirineus e no sul dos Alpes, pela neve úmida e pelo vento. Alemanha - No sudoeste da Alemanha, centenas de voos e viagens de trem foram cancelados ou atrasaram. Um homem morreu na região da Floresta Negra quando uma árvore derrubada pelo vento caiu sobre seu carro, na tarde do dia 28 de fevereiro.
Chile sofre um
dos piores terremotos
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27 de fevereiro) no Chile. A contagem de corpos passa de 700, e o número de afetados chega a 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país. O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao Chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26min pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos
pode aumentar. Efeitos do estrago - Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago chegou a ser fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios.
Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população. Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governolocal desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas. Mais forte que no Haiti – O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também
causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas. O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo
que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.
Congregações religiosas do Brasil
se unem para ajudar povo haitiano
Uma comunidade de religiosos e religiosas brasileiros será formada para ajudar o povo do Haiti e atender especialmente as crianças mutiladas, vítimas do terremoto que devastou o país no dia 12 de janeiro. A comunidade residirá em Porto Príncipe e terá o tempo de duração de cinco a dez anos. Será composta de religiosas médicas, enfermeiras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogas, pertencentes a diversas Congregações. A iniciativa faz parte de um projeto de ajuda da Igreja do Brasil ao povo e à Igreja do Haiti e recebeu a aprovação do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep). Em fase de elaboração, o projeto terá a coordenação do Conselho Missionário Nacional (Comina), que reúne as forças missionárias da Igreja no Brasil, CNBB (através da Comissão para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial
e do Centro Cultural Missionário), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e Pontifícias Obras Missionárias, com apoio da Cáritas Brasileira, do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) e da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC).
De acordo com a presidente da CRB, Irmã Márian Ambrósio, o pedido de ajuda partiu da própria Conferência dos Religiosos do Haiti. "Já nos encontramos três vezes com a representante da Conferência dos Religiosos do Haiti, Irmã Gloria Inez Gonzalez Ramirez, missionária colombiana que está há 12 anos no Haiti, para discutir a ajuda", explica a religiosa. "Várias Congregações do Brasil já manifestaram desejo de enviar religiosos para o Haiti, mas queríamos fazer uma ação que fosse da Igreja do Brasil e para isso era importante a participação da CNBB". Além de irmãs, a presidente da CRB diz que é muito importante a participação de padres e irmãos no projeto. "É muito importante a presença de padres conosco. Os maristas e os salesianos, por exemplo, já se prontificaram a enviar Irmãos para o trabalho", recorda. Segundo Irmã Márian, outras iniciativas deverão constar no projeto. Uma das preocupações discutidas pelos bispos do Consep, por exemplo, é como ajudar a Igreja do Haiti em relação à formação dos seminaristas e à reconstrução de igrejas, casas paroquiais, seminários e casas de formação das congregações religiosas. Todas estas ações serão acompanhadas também pelo Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), conforme informou o presidente da
CNBB, dom Geraldo Lyrio. Segundo disse, esta foi uma decisão tomada na reunião das Igrejas da América, realizada no início do mês, no Canadá. Com esta decisão, pretendese evitar a dispersão de forças na ajuda da Igreja ao povo do Haiti.
Cresce apoio ao aborto legal e à pena de morte
Cresceu o percentual de brasileiros favoráveis tanto à legalização do aborto quanto à pena de morte. Segundo a pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, entre janeiro de 2001 e janeiro de 2010, subiu de 39,4% para 41,2% a taxa dos que são à favor da pena de morte. Quanto a legalização do aborto, 17,7% eram favoráveis, em janeiro de 2001, enquanto no mês passado o porcentual subiu para 22,7%. Apesar de o poder público ter intensificado suas ações contra o tabagismo nos últimos anos, cresceu a tolerância ao cigarro. Em janeiro de 2001, 18,1% dos entrevistados diziam que eram à favor do consumo de cigarros. Já no mês passado esse porcentual aumentou para 23,7%. A olerância ao uso de álcool também cresceu. Em janeiro de 2001, 18,7% diziam ser favoráveis ao uso de bebidas alcoólicas. Mesma resposta dada por 30,1% dos entrevistados.
Crianças distantes de facilidades tecnológicas
Segundo estudo, as crianças que vivem distantes das facilidades tecnológicas tendem a
apresentar habilidades sociais, como a tolerância. Até que ponto o ambiente, as crenças e os valores culturais influenciam a inteligência infantil? A questão foi investigada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside, em um estudo com crianças de 3 a 9 anos de quatro países mais pobres: Belize, Quênia, Nepal e o território Samoa Americana, que vivem em comunidades tradicionais, distantes das facilidades da tecnologia. Elas foram comparadas a pequenos voluntários, da mesma faixa etária, acostumados ao estilo de vida ocidental moderno (eletricidade, automóveis, televisão, internet etc.). Os resultados mostraram cientificamente aquilo de que os cientistas, interessados em obter pistas importantes sobre as consequências psicológicas da globalização, já desconfiavam: cada cultura estimula o desenvolvimento das habilidades cognitivas que mais valoriza. Mas não foram constatadas diferenças significativas da capacidade intelectual entre os participantes do estudo. As crianças mais expostas aos recursos tecnológicos se saíram melhor em alguns tipos de testes de memória e cálculo. Já as que viviam em comunidades tradicionais exibiram habilidade sociais, como a tolerância, mais bem desenvolvidas.
Brasileiro nunca esteve tão endividado
Em estudo feito por economista da LCA Consultores, nunca o brasileiro deveu tanto. Entre os cartões de crédito, cheque especial, financiamento, crédito consignado, empréstimos para compra de veículos e imóveis, incluindo o sistema financeiro de habitação, a dívida das famílias chegou, ao final de 2009, a 555 bilhões.O que surpreende é que este valor chega a 40% da renda anual da população, que engloba a massa nacional de rendimentos do trabalho e os benefícios pagos pela previdência. O consumidor brasileiro está endividado. No ano de 2008 era preciso 4,3 meses de rendimentos para quitar os empréstimos. No ano de 2009, subiu para 4,8 meses, a maior relação entre dívida e rendimentos da série histórica iniciada em 2001, quando eram necessários apenas 2 meses de rendimentos para pagar empréstimos.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:31 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Deus nosso de cada dia
Não resta dúvida de que a religião sempre teve um papel preponderante nas diversas
sociedades. Independente se era Deus, Alá ou Tupã ou qualquer outro que fosse. As crenças moveram os povos e geraram patrimônios arquitetônicos e históricos ainda maiores. Praticamente em todas as culturas uma figura Divina se manifestou. Na tradição católica, principalmente, a religião transformou as sociedades em que esteve presente. A relação entre a divindade e o ser humano sempre foi central para a compreensão da religião e do papel que desempenha. Atualmente não mais uma religião restrita e demarcada por dogmas bem definidos, mas uma relação com o Divino que se tornou estranha ao próprio homem. Muitas vezes não mais e conhecemos Deus em suas manifestações por mais presentes e visíveis que estejam.
Os motivos desse estranhamento está nas sociedades capitalistas, que estão centradas apenas no bem estar próprio de cada um. Um individualismo e um consumismo desmedido geram um ser humano voltado ao útil: Deus existe se for para me ajudar nos negócios, na minha saúde, para resolver meus problemas...
Um Deus penicilina
E com isso criamos um Deus dos primeiros socorros, um Deus que deve estar ao meu lado para sanar minhas imperfeições e servir de escudo na luta cotidiana. Não seria exagero afirmar que Deus, hoje, é comparável à penicilina na terceira década do século XX, quando Alexander Fleming resolveu o problema das infecções bacterianas na época; assim Deus serve de solução para tudo aquilo que não conseguimos abarcar, mas que podemos evitar. A consequência desse Deus penicilina pode ser notada na descrença de valores e na decadência do papel das religiões em todas as sociedades, na decadência dos cursos de teologia e no valor que os preceitos religiosos possuem. O Deus penicilina não mata nossas bactérias. A ideia de ter um Deus que possa me ajudar, me amparar, me dar sorte, me socorrer quando meu cachorro caiu no córrego, é consequência de uma teologia mal feita e que se fundamenta em um capitalismo especulativo financeiro, onde Deus é o Rei que nos castiga se pensarmos algo indecente e nos ajuda se pedirmos. Essa teologia da prosperidade aliada à “ineficiência” de Deus em nossos problemas diários, fundamenta a “Era do Vazio” - livro de Lipovesky - como nossa sociedade atual se
apresenta: sem sonhos, sem esperança, sem ética, etc.
Deus como grande produto de mercado
Aliado à venda de um Deus útil está a venda de uma simbologia que complementa aquilo que Deus nem sempre consegue fazer por nós. O mercado de símbolos religiosos é amplo e com uma lucratividade desenvolvida. Objetos sagrados, utensílios, santinhos e uma variedade infinita de formas de produtos para mercado. Poucos alimentam nossa fé, a qual seria a principal função. Em outro rumo, adiciona-se uma variedade de livros, filmes e games que não se direcionam para o consumidor religioso e não prometem curas ou soluções; simplesmente são produtos
que possuem fundo cristianizado. Avatar e Dan Brown são exemplos vivos desta realidade. Mesmo sem esse direcionamento fascinam o público por mais diverso que seja. Eles trazem uma coisa diferente, algo que mexe com todo ser humano: uma experiência com o Divino. Com o desenvolvimento da tecnocultura, da midiatização, da virtualização, a questão da mística, da religiosidade, ... Deus se tornou numa grande fonte de riqueza. Muito dessa riqueza foi buscada através de processos de corrupção da religião e do sentido de ser-com-Deus, sendo investida apenas no bem-estar de alguns que se dizem profetas, bispos, apóstolos e tantos outras formas de pregadores. Usam Deus e a religião para garantir prazeres e luxuosidades pessoais, diferentemente de captações de recursos feitos para investir no ser humano seja em Instituições de Ensino, Hospitais e outras formas de cuidar da vida.
Deus como fascínio e necessidade
Note-se que o sentido existencial da religião é crença de poucos, mas seu fascínio é generalizado. Não há como ignorar tal fato. Todos clamam a Deus em uma hora ameaçadora, ou em momento de instabilidade. Deus é recorrido como a última possibilidade. Isso nos mostra algo contraditório e profundo: ao mesmo tempo em que é uma visão de um Deus poderoso que nos ajuda quando pedimos e é fruto de uma teologia superada é a prova de que ainda acreditamos em Deus, mesmo o mais fiel ateu que se apresente. Talvez, pensado como a última possibilidade, Deus está imbuído em nós ou como a prova de que realmente existe em nós, nesta sociedade objetivista. A busca por uma teologia mais humanizada e divina, construída por homens que realmente acreditam em Deus e realmente amam o irmão em sua totalidade, indica uma tendência futura para Deus no meio de nós.
Estar ao lado de Deus
As Igrejas que não se converterem para efetivar encontros do ser humano com Deus através de uma espiritualidade e vivência de sentido de estar e ser-com-Deus estão fadadas ao fracasso. Uma coisa é estar ao lado de Deus. Outra, bem diferente, é querer que Deus esteja ao meu lado. Aos poucos vai se manifestando quem opta por uma ou outra forma de Deus. No Mutirão de Comunicação, em Porto Alegre, enfatizou-se muito na questão da solidariedade. Ser solidário é ser fraterno, ser irmão.Essa é uma forma de encontro com Deus. Os debates, os estudos, as conferências e oficinas apresentaram perspectivas de solidariedade como expressões de um Deus da vida para todos. Ali ficou claro que é possível Deus se manifestar quando ele não é produto de competitividade e nem um engodo para vender ou comprar. Deus está no meio de nós.
POR ELIAS ADAMS
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:31 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Espiritualidade na contemporaneidade
Zigmunt Bauman destacou-se por descrever a sociedade atual
como líquida. Tudo é líquido. Ainda não saiu um livro, do autor,
com título de “Igreja Líquida”, “Fé ou Espiritualidade Líquida”, “Religião
Líquida”. Estas sugestões foram expressadas pelo aluno
Adair Adams, nas aulas de Pós em Metodologia Pastoral no Instituto Missioneiro de Teologia.
Diante desta liquidez, interpretada por Bauman, é um desafio pensar
as possibilidades de espiritualidade segundo o Evangelho. É o
que o presente artigo, de Enzo Bianchi *, procura pensar. A tradução
é de Alessandra Gusatto, e publicado no IHU - Unisinos.
A hora da religião emotiva feita para buscar a nós mesmos
Que sinal assume no nosso mundo ocidental de antiga matriz cristã o “retorno” da espiritualidade, que em mais de um lugar se pode ver? E o que pode significar isto em uma sociedade, por outro lado, cada vez mais secularizada, na qual parece prevalecer a afirmação de pertinência exterior a uma determinada tradição religiosa – em particular aquela cristã – desvinculada da intima adesão àquela crença e da coerência de comportamentos? “Fieis” sempre mais infiéis. Alguns filões me parecem emergir como catalisadores do re-emergir da espiritualidade. Sobretudo a difusão da religiosidade pela estrutura psicológica materna, fusional, emocional na qual a subjetividade do indivíduo faz vir à tona a finalidade: se tem então um Deus despersonalizado que termina por dilatar-se e diluir-se em um oceano de emotividade que tudo entende, um sincretismo que minimiza ou anula a diferença criando um tipo de “Vulgata” religiosa boa para todos. Este fenômeno, frequentemente definido como “religions à la carte” (religiões à La carte), é já reconhecido por todos. Mas assistimos também casualmente a deriva de seitas que, através de um forte envolvimento pessoal, uma intensidade emotiva e um rígido fechamento intra-comunitário, fornecem identidade certeira aos desorientados por este indiferentismo religioso: é uma deriva que conhece não somente a típica dimensão da gente “pura e dura”, muitas vezes, tradicionalistas procurando um tesouro perdido, mas também aquela mais atraente e sem temores, de comunidade em dimensão internacional na qual são privilegiados temas e comportamentos religiosos emotivos que fogem da história, mas favorecem o atual individualismo e a dimensão terapêutica da pessoa: é o caminho da “espiritualidade frágil”, alimentada de temas como a cura de si e da própria harmonia interior, a busca de segurança e alegria, o apaziguante entre-gar-se aos caminhos das emoções. Voltou a religião – podemos sintetizar – o sentido do sacro, mas Deus não! Nem mesmo a fé cristã vivida através da pertença a uma igreja que não reprime e garante memória e continuidade. Mais refinado e destinado a poucos é o percurso de quem re-propõe uma mística de alta qualidade, que se conecta a um filão de espiritualidade ocidental medieval, constelado de raras mas importantes figuras. O fascínio deste caminho, porém desbota quando abandona o fértil terreno bíblico que o gerou e pega uma via mais filosófica e ideológica do que espiritual, por vezes até agnóstica, platônica no desprezo e na remoção da “carne” em prol do espírito. Sim, estamos longe de uma espiritualidade fiel ao evangelho que pede com urgência para vivermos a dimensão comunitária e para encontrarmos convergências com os homens na edificação da polis, que atende aos homens sempre presentes na história, que pega desta a reserva escatológica da qual nasce a esperança que, por sua vez, ou é repartida ou não é. Acredito que, hoje, mais do que nunca, a espiritualidade cristã ganharia muito com uma redescoberta do valor das realidades terrenas “penúltimas” – como as definia Bonhoeffer –de uma renovada centralidade da Palavra de Deus que quis fazer-se “carne”, ou seja, realidade e fragilidade humana: uma fidelidade similar à terra se torna então espera, garantia e testemunho dos céus e da terra nova, anúncio credível de uma fé que, sustentando-se no amor, vai além da morte e a vence. Talvez aquilo que emerge da difusa “sede de espiritualidade” dos nossos dias seja um pedido de contemplação autenticamente cristão, um desejo de conhecer e encontrar homens e mulheres habitados pelo Espírito, capazes de ver o mundo com os olhos de Deus, de contemplar a realidade não como ela parece ser, mas como se apresenta na sua luz mais autêntica, aquele que se libera em relação ao Outro. Emerge também um convite forte para redescobrir a dimensão da sapiência, do “gosto” pela presença de Deus contado na vida humana de Jesus de Nazaré: a espiritualidade então será chamada a manifestar-se cotidianamente na história para conceder-lhe novamente o sentido, a personificar em “lugares” precisos nos quais possa acontecer a transmissão de um patrimônio universal, a narrar as ações de Deus através de simples vidas marcadas pela relação pessoal com Ele e com a Sua palavra. A espiritualidade cristã se libertará assim da fuga na utopia, no “não lugar” de êxtases paradisíacos, e dará prova de credibilidade e eficácia não na ocupação de espaços sociais e políticos, mas assumindo responsavelmente a construção da polis, através de histórias pessoais de santidade e lugares comunitários de liberdade. De fato, a autêntica busca de Deus – que no cristianismo nunca é separada da busca do homem – não pode deixar de ouvir aquilo que arde no coração do outro, das suas dúvidas e de suas lacerações: espiritualidade autêntica será então capacidade de discernir e cuidar de cada ser humano que traga em si, difusa ou contradita, mas sempre presente, a imagem de Deus.
Enzo Bianchi - Monge leigo, prior da Comunidade de Bose, na Itália.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:30 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Celebração do Tríduo Pascal
Celebrar o sagrado Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo destruiu a nossa morte e, ressuscitando, renovou a nossa vida. Na vitória de Jesus experimentamos, como que por antecipação, a nossa própria vitória sobre as forças da morte que imperam neste mundo. É a festa da vitória da luz sobre as trevas, da vitória da graça sobre o pecado, da vitória da vida sobre a morte na pessoa de Jesus, sua páscoa e ressurreição.
A celebração do Tríduo Pascal constitui, assim, o centro de toda a vida cristã. Começando com a celebração da Ceia do Senhor na quinta-feira santa à noite, passando pela celebração da paixão e morte na Sexta-feira Santa, o Tríduo Pascal tem o seu ponto alto na solene Vigília Pascal. Com a sua celebração, celebração em três momentos distintos, faz-se presente e se realiza, para a vida das comunidades, o mistério da salvação, isto é, a passagem (páscoa) da morte para a vitória da vida, a passagem do pecado para a vitória da graça.
O Tríduo é, pois, uma única celebração em três momentos distintos, como fosse uma peça em três atos, onde se celebra, a cada dia, de forma progressiva, uma parte da obra da salvação: a Páscoa da ceia, a Páscoa da cruz, a Páscoa da ressurreição. Deste modo afirma-se que a celebração iniciada na quinta-feira (celebração da ceia) continua na sexta-feira(celebração da paixão) e se completa no sábado para domingo (celebração da vigília pascal ou, então, a celebração da liturgia da ressurreição, no domingo).
Que o Tríduo Pascal é um conjunto único percebe-se claramente já na celebração da Ceia do Senhor, na quinta-feira santa. Após a comunhão, omitindo-se os ritos finais, procede-se ao rito do desnudamento do altar e a celebração fica interrompida, em suspense, para prosseguir, no outro dia, com a oração coleta da celebração da paixão. Também a celebração da Sexta-Feira Santa, não contendo ritos finais, remete para adiante.
Prossegue no outro dia com o rito da bênção do fogo novo pela celebração da vigília pascal do sábado à noite. A celebração da vigília pascal, esta sim, conclui com ritos finais e solene bênção de envio.
Pe. Guido Boufleur
CATEQUESE VIVENCIAL
No mês passado, através desta coluna motivamos a todos para não perder a riqueza que nos oferece a Campanha da Fraternidade deste ano para a nossa catequese.
Acredito que já estamos celebrando com muita criatividade a temática da “Economia e Vida”. Que bom quando a catequese acompanha a reflexão de toda Igreja do Brasil e ainda desta vez de forma ecumênica.
Gostaria de chamar atenção, no entanto, que a empolgação com a Campanha da Fraternidade não fosse grande demais, a ponto de esquecermos do objetivo principal da quaresma que é “processo de preparação para celebrar o grande Mistério Pascal de Cristo, centro de toda nossa vida cristã”.
Em nosso programa de Temas Geradores temos para cada etapa sugestões várias de como trabalhar os elementos centrais da nossa fé que levam a mergulhar neste Mistério Pascal. São elementos transformados em liturgia pela grande tradição da Igreja. E este aspecto se torna muito favorável uma vez que estamos caminhando para uma catequese cada vez mais litúrgica.
Neste sentido temos duas possibilidades bem concretas para nossa catequese:
1 – Podemos motivar as crianças e os jovens a participar das celebrações litúrgicas (como domingo de ramos, Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Vigília Pascal) na comunidade com todo povo. Pedir que observem toda a simbologia, os ritos e tragam isso para a reflexão no encontro de catequese. Não importa se for depois da Páscoa, pois o tempo pascal segue até Pentecostes.
2 – Outra forma é preparar no próprio grupo de catequese estas celebrações mais significativas e vivenciá-las de fato como experiência catequética que os prepara para participarem com muito mais proveito nas celebrações de toda a comunidade.
Pessoalmente acho que esta segunda modalidade (um pouco mais trabalhosa) é que marca mais, pois pode envolver a todos com alguma responsabilidade na construção do ato litúrgico. São participantes ativos e não meros assistentes como normalmente acontece nas celebrações da grande comunidade. É didático também o fato de participar duas vezes, no pequeno grupo
da catequese e na comunidade maior. Na catequese nunca devemos ter medo da repetição, ela faz parte do método: só fica o que se repete muitas vezes.
Tenham todos uma PÁSCOA muito bem vivenciada!
Pe. Décio José Walker
VOCÊ QUER JEJUAR NESTA QUARESMA?
Jejue de julgar os outros, e descubra Jesus que vive neles.
Jejue de palavras que ferem, e farte-se de frases que purificam.
Jejue de descontentamentos, e viva cheio de gratidão.
Jejue de ofensas e injúrias, e farte-se de mansidão e paciência.
Jejue de pessimismo, e encha-se de esperança e otimismo.
Jejue de preocupações, e satisfaça-se de confiança em Deus.
Jejue de lamúrias e queixas, e satisfaça-se com as coisas simples da vida.
Jejue de pressões, e farte-se de oração.
Jejue de tristeza e amargura, e encha seu coração de alegria.
Jejue de egoísmos, e encha-se de compaixão pelos outros.
Jejue de rancores, e encha-se de atitudes de reconciliação.
Jejue de palavras, e viva de silêncios para escutar a outros.
Jejue de pensamentos de fraqueza, e encha-se de promessas que inspiram.
Jejue de tudo o que lhe afaste de Jesus, e procure tudo o que DELE lhe aproximar.
Se todos vivermos este jejum, nossos dias se irão inundando de paz, de amor, de confiança.
Que os corações se abram com o jejum na Quaresma, para receber Jesus Ressuscitado!
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:13 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Prevenção de recaída
AVIPAE organiza grupo de estudos sobre a prevenção de recaída às drogas
Prevenção ao uso
O grande desafio de todos os lugares, das comunidades, das cidades e interior é trabalhar na prevenção ao uso de drogas. As drogas entraram em todos os lugares, em todas as famílias, em todas as comunidades e em todas as classes sociais. Afirma-se que a droga é sem preconceito algum: raça, religião, ricos ou pobres, família, escola,... Não há como negar que as drogas não são prazeirosas. O problema não está no uso, mas no momento após seu uso. No uso sente- se um grande prazer; do uso, consequentemente, um grande desprazer. Uma sociedade que trabalha todas as propagandas com o prazer e os desejos das pessoas, a busca pelas drogas é uma conseqüência pela busca sem fim pelo prazer. O prazer nos leva a buscar sempre mais intensidade. Depois que se faz uma experiência de muito prazer, queremos algo a mais, um prazer maior. Trabalhar na prevenção ao uso das drogas tem o desafio de pensar na contra corrente da estimulação forte do prazer. Talvez isso seja o motivo pela pouca efetividade que o trabalho de prevenção está tendo. As escolas, igrejas e organizações tem feito bons trabalhos. Mas é preciso uma rede, com mais entidades, com mais setores da sociedade na luta contra essa forma de satisfação de prazer. O desafio maior é pensar outras formas de prazer que sejam mais interessantes para os jovens, adolescentes e crianças. O melhor trabalho e o mais efetivo contra a destruição que as drogas causam na vida das pessoas, das famílias, das escolas, das comunidades é o trabalho de prevenção ao uso, ao abuso, às formas de consumo de drogas que geram a dependência.
Prevenção de recaída
Diante dos números e índices de elevação do consumo de drogas em nosso meio de vida, no lugar onde vivemos, a AVIPAE juntamente com outras tantas comunidades Terapêuticas tem intensificado e ampliado seu trabalho de tratamento e recuperação de dependentes químicos. Não apenas tratar de um
problema de dependência, mas ajudar na recuperação da vida das pessoas que optam em deixar o mundo das drogas como forma de viver. Esse processo de recuperação não é simples. As conseqüências das drogas geram tanta instabilidade na vida das pessoas, que a questão do tratamento precisa ser pensado mais ampliadamente. Não apenas no processo, o processo enquanto tal. É preciso pensar nas possibilidades de recaída que é uma constante. As famílias, as comunidades ainda não estão preparados para receber as pessoas que passaram por um processo de tratamento e recuperação da dependência de drogas. O papel das famílias é o mais importante na manutenção da sobriedade. Então, quando desencontros acontecem, problemas se acometem, as pessoas tendem a recair
nas drogas como uma forma de refúgio. Tendo presente essa questão, a equipe terapêutica e de formação da AVIPAE, começa a organizar uma equipe para estudar e pesquisar sobre a Prevenção de Recaída. A motivação para isso, é ter uma das suas comunidades terapêuticas especializada no tratamento de pessoas que passaram pelo tratamento e recaem. Da rede de quatro comunidades mantidas pela AVIPAE, uma receberá apenas pessoas recaídas para tratar de modo mais específico as motivações que levaram a recair.
A pesquisa que está principiando é realizada por uma equipe multidisciplinar: psicólogos, professores, teólogos, especialistas em saúde pública, pessoas do Amor Exigente e AA.
Em breve uma comunidade feminina
Em breve a AVIPAE estará abrindo uma nova comunidade terapêutica. Será uma Comunidade Feminina. O local será em Santa Rosa, na antiga sede do Mosteiro Mãe de Deus. A data de abertura será amplamente divulgada.
Ajude as pessoas
Não deixe as pessoas que estão com problemas de dependência de drogas. É um trabalho profético e evangelizador. A AVIPAE tem um trabalho sério e destacado de tratamento e recuperação.
Colabore com a AVIPAE
Você pode ajudar pessoas dependentes químicos ajudando a AVIPAE. O custo do tratamento não é baixo. São 24 horas durante nove meses, comendo, dormindo, assessoria de monitores, de psicólogos e professores. Colabore, doando alimentos ou dinheiro!
Conta para depósito:
Banrisul Agência: 0355
Conta: 06.850.160-02
NOSSOS CONTATOS:
Fone: 55 84061042, 55 96072220
E-mail: omissioneiro@terra.com.br
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:11 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Cochilos “limpam” o cérebro e melhoram aprendizado
Se o seu cérebro fosse uma conta de e-mail, o sono - e, mais especificamente, cochilos – seriam o equivalente a limpar a caixa de entrada. É essa a conclusão de um novo estudo que pode explicar por que as pessoas dedicam tanto do tempo que passam dormindo a um estado présonho conhecido como estágio 2, de sono sem movimento rápido dos olhos (REM). Há anos os estudos sobre o sono ofereciam indicações de que uma soneca poderia melhorar a capacidade humana de armazenar e consolidar memórias, o que reforça a ideia de que umaboa noite de sono - e cochilos ocasionais - ajuda bem mais a aprender do que virar a madrugada estudando. Agora, os cientistas podem ter descoberto, ainda que apenas parcialmente, como isso acontece. Durante o sono, informações que ficam abrigadas no setor de armazenagem curta do hipocampo - a parte do cérebro responsável pela memória - migram para o banco de dados de prazo mais longo localizado no córtex. Essa ação não só ajuda o cérebro a processar novas informações como libera espaço para que o cérebro absorva novas experiências. Isso significa que “não é só importante dormir depois de aprender; é crucial dormir antes de aprender”, diz Matthew Walker, da Universidade da Califórnia em Berkeley, o diretor científico do estudo, em entrevista coletiva.“O sono prepara o cérebro, posicionando-o como uma esponja seca e pronta a absorver novas informações”, disse.
Sonecas curtas
Em seu mais recente trabalho, apresentado em uma reunião da Sociedade Americanapara o Progresso da Ciência, em San Diego, Walker e seus colegas pediram a 39 jovens adultos que executassem diversas tarefas relacionadas ao aprendizado factual. Um grupo foi convidado em seguida atirar uma soneca de 90 minutos, enquanto o outro permanecia desperto. Depois, os dois grupos realizaram nova rodada de tarefas. Os participantes que não haviam cochilado se saíram muito pior do que o grupo do cochilo, constataram os pesquisadores. Uma medição da atividade elétrica cerebral
dos participantes que haviam cochilado revelou que sua memória havia se esvaziado durante o sono de estágio dois. Ainda que o estágio do sonho, ou sono REM, talvez seja mais conhecido, os seres humanos passam cerca de metade de cada noite em sono de estágio 2, no qual não ocorre REM.
O sono com REM é crucial para o raciocínio mais complexo, por exemplo buscar conexões não óbvias entre fatos previamente aprendidos - um processo que Walker descreve como “uma busca no Google feita da maneira certa - ou errada”. “Quando você tem um problema, ninguém diz ‘fique acordado que amanhã isso passa’, brincou o pesquisador. Em lugar disso, o sono, ou mais especificamente o sono com REM, é uma maneira de o cérebro receber informações que inicialmente podem não parecer relacionadas à sua busca mental, e assim permitir o desenvolvimento de soluções criativas. De fato, ele afirmou, os nossos sonhos podem ser uma espécie de campo de provas para a solução inconsciente de problemas.
Cochilos não funcionam para todo mundo
Infelizmente, as novas constatações não significam que todo mundo se beneficiaria de um cochilo vespertino, apontou Sara Mednick, professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia em San Diego. Algumas das pessoas que tiram cochilos despertam zonzas e desorientadas devido à chamada inércia do sono. “Isso é o que acontece ao despertarmos de um sono profundo, de ondas lentas”, ela disse hoje. Porque a temperatura do cérebro e seu fluxo sanguíneo se reduzem no estágio dois do sono, é incômodo despertar subitamente e passar a um nível muito mais acelerado de atividade cerebral. Estudos anteriores haviam demonstrando que as pessoas que costumam cochilar tendem a dormir de modo mais leve. Isso significa que passam muito menos tempo, pelo menos nas horas iniciais do sono, em um sono profundo desprovido de REM.
Se um cochilo o deixa zonzo, também é possível obter um estímulo semelhante de desempenho em certas atividades mentais ao simplesmente descansar a cabeça, ela diz. “Em alguns casos”, afirma Mednick, “um período de repouso silencioso e um cochilo oferecem omesmo benefício de memória”.
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 10:10 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
15/03/2010
Missioneiro para todos
A boa leitura nas mãos do povo!
O grande objetivo do Jornal Missioneiro
é ser uma excelência de leitura
formativa e informativa. Ser um companheiro
popular das famílias, nas escolas, nas
igrejas, nos hospitais, nos presídios, nas estações
rodoviárias, aeroportos, salas de espera,
empresas,... uma presença mensal bonita
e agradável de animação.
Para isso, é preciso o empenho e empreende-
dorismo de pessoas fantásticas como você
para difundir a boa leitura por todos os lugares.
O preço, uma loucura total! Apenas R$ 5,00
por assinatura (por um ano). Você interessouse?
Então, ligue para o Missioneiro nos telefones:
55 8424 1039, 55 84241038,
55 84241041. E-mail: omissioneiro@
terra.com.br; edegarmatos@terra.com.br;
adair3001@yahoo.com.br. Temos uma boa
proposta a mais para você.
Você tem tempo e quer ganhar alguma coisa
mais fazendo o bem, ligue e seja um agente do
Missioneiro em sua cidade, escola, comunidade,
rua,...
Você pode receber o Missioneiro através de
nossos malotes por R$ 5,00 a assinatura. Ou,
se desejar receber pelo correio, o valor da assinatura
é R$ 9,00 cada, em pacotes de no
mínimo 15 assinaturas.
Nossa meta é 20.000 assinantes do
Missioneiro nesse ano. Vamos conseguir. A
boa notícia tem que chegar a todos.
Quer ser padrinho ou madrinha da boa leitura?
Muitos professores, catequistas ou educadores
populares gostariam de ter o jornal
Missioneiro para trabalhar com seus alunos ou
catequizandos. Seja você um padrinho ou madrinha,
patrocinando um pacote de assinaturas
por um ano a uma instituição!
Você irá saber quem ajudou. Ligue e receba
o boleto para depositar sua doação e
transformá-la em assinaturas. Cada R$ 5,00
(cinco reais) é uma assinatura para o ano todo.
Você pode fazer sua doação no Banrisul agência:
0355 conta nº 06.858883.01 em nome da
Associação Missioneira de Comunicação que é
a mantenedora do Jornal Missioneiro.
Um grande abraço
Equipe do Jornal Missioneiro
PARA PENSAR!
"Ao envelhecer, parei de escutar o que as pessoas dizem. Agora,
só presto atenção no que elas fazem". A. Carnegie
"Não se mede o valor de uma pessoa pelas suas roupas ou pelos
bens que possui. O verdadeiro valor de uma pessoa é o seu
caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais". C. Chaplin
POSTADO POR O MISSIONEIRO ÀS 16:55 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
Cuidar da enxaqueca
Quando bate aquela dor de cabeça
já é de costume comprar um
analgésico na farmácia mais próxima,
e às vezes, nem é preciso
sair de casa, basta abrir o armário
da cozinha e ali encontrar a solução
para toda aquela dor.
No entanto, a automedicação
esconde riscos inevitáveis para a
saúde do corpo. A neurologista
Célia Roesler, da Sociedade Brasileira
de Cefaléia, alerta as pessoas
sobre a automedicação e o
uso abusivo de analgésicos, pois
podem “mascarar” ou piorar o
quadro de uma dor de cabeça.
Pode não ser uma enxaqueca, mas
outra doença como uma meningite
ou um tumor cerebral.
Para a especialista, o uso de
analgésicos em grandes quantidades
fatalmente transformará uma
dor de cabeça esporádica em uma
cefaléia crônica diária, devido ao efeito
‘rebote’ dos analgésicos, ou seja, dor-
Cuidar da enxaqueca
Ana Paula Meneghetti
analgésico-dor.
Pode-se dizer que a enxaqueca é um
dos tipos de dores de cabeça, e, de
todos, é a que apresenta mais sintomas.
Além da dor que começa fraca
até ficar muito forte, pode vir acompanhada
de vários sintomas como
náuseas, tonturas, fotofobia (intolerância
à luz), osmofobia (intolerância a
cheiros), fonofobia (intolerância a barulhos)
e cinefobia (intolerância a movimentos).
A doença, crônica hereditária, tem
como causa um desequilíbrio químico
cerebral. A neurologista explica que
existem “gatilhos” responsáveis por
desencadear crises de enxaqueca
como alimentos (queijos amarelos, embutidos,
molhos vermelhos, frutas cítricas),
mudanças bruscas de temperatura,
oscilações hormonais, falta ou
excesso de sono.
Cerca de 20% das mulheres, podendo
chegar até 30% (dependendo da
idade), apresentam quadro de enxaqueca,
enquanto apenas 10% dos homens
desenvolvem o quadro. De acordo
com estudos recentes realizados pelo
médico Luiz Paulo Queiroz, da Sociedade
Brasileira de Cefaléia, os casos de
enxaqueca no país chegam a 16%, o que
corresponde a mais de 30 milhões de
pessoas.
Existem dois tipos de tratamento para
as enxaquecas: o tratamento agudo, que
usa medicamentos sintomáticos para interromper
uma crise, e o tratamento preventivo,
ou seja, aquele que previne o
paciente das crises. Os medicamentos
preventivos, que levam em conta o quadro
e o perfil de cada paciente, são usados
para depressão, labirintite, pressão alta,
doenças cardíacas, epilepsias e outros, porém
com doses bem menores do que a
indicada para tratar essas doenças.
Os pacientes com enxaqueca geralmente
procuram ajuda médica quando as
dores começam a atrapalhar muito a
qualidade de vida e a vida social. As dores
frequentes e intensas levam os pacientes
a faltarem ao trabalho, escola e até
a atividades de lazer. “Por isso nós dizemos
que a enxaqueca é uma doença
incapacitante, que prejudica muito a vida
profissional, social e conjugal desses pacientes,
afirmou Célia.
Ana Paula Meneghetti