13 de jul. de 2010

GERAL E REABILITAÇÃO

Pai Nosso

Se em minha vida não ajo como filho de Deus,

fechando meu coração ao amor:

Será inútil dizer: PAI NOSSO

Se os meus valores são representados pelos bens da terra:

Será inútil dizer: QUE ESTAIS NO CÉU.

Se penso apenas em ser cristão por medo,

superstição e comodismo:

Será inútil dizer: SANTIFICADO

SEJA O VOSSO NOME.

Se achar tão sedutora a vida aqui,

cheia de supérfluos e futilidade:

Será inútil dizer: VENHA A NÓS O VOSSO REINO.

Se no fundo o que eu quero mesmo

é que todos os meus desejos se realizem:

Será inútil dizer: SEJA FEITA A VOSSA VONTADE.

Se prefiro acumular riquezas,

desprezando meus irmãos que passam fome:

Será inútil dizer: O PÃO DE CADA DIA

NOS DAI HOJE.

Se não importo em ferir, oprimir e magoar

aos que atravessam o meu caminho:

Será inútil dizer: PERDOAI AS NOSSAS

OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS

A QUEM NOS TEM OFENDIDO.

Se escolho sempre o caminho mais fácil,

que nem sempre é o caminho de Cristo:

Será inútil dizer: E NÃO NOS DEIXEIS

CAIR EM TENTAÇÃO.

AVIPAE abre Comunidade

Terapêutica Feminina

No começo do mês de julho, a AVIPAE abre mais uma Comunidade Terapêutica, que até o momento só atendia o público masculino, agora

para atender o público feminino, tanto adolescentes quanto adultas. A meta de atendimento será de 30 leitos de internação. A sede da Comunidade Terapêutica Feminina é o antigo Mosteiro Mãe de Deus, localizado na Rua Guaíra, 1.100, Bairro Esperança em Santa Rosa. Para fazer internações entre em contato nos fones: 0XX 55 35123810

ou 0XX 55 84271037.

Família-recuperação-sobriedade

Ao referirmos Família, Recuperação e Sobriedade, percebemos entre ela uma ligação essencial na busca de um novo olhar sobre a vida. A recuperação da dependência química não é algo que acontece de maneira isolada, pois o ser humano não é um ser sozinho, interage, e depende do outro para constituir a sua própria imagem. Ao falarmos deste outro fazemos referência à família com a qual e através da qual se estrutura a personalidade,sedimenta valores, comportamentos, sentimentos, pensamentos (desde a vida intrauterina à infância e adolescência) os quais vão sendo reforçados e/ou transformados no contexto escolar (professores, colegas, figuras de autoridade, etc.) e no meio social onde se vive. Portanto, a autoimagem acontece de maneira dinâmica, consciente e inconscientemente, através dos primeiros vínculos afetivos (família) e da maneira como cada indivíduo vai processando internamente (percepções) este desenvolvimento, o qual acontece singularmente em cada um.

A família possui então papel constituinte no indivíduo e, ao mesmo tempo dizemos que a mesma vai se integrando, se desenvolvendo e se estruturando entre os seus membros através de todo o universo de situações (internas e externas), de afetos, de valores, de possibilidades, de escolhas que se entrelaçam durante toda uma vida.Diante dessas mesmas situações ou acontecimentos nos quais poderão surgir questões ou problemas (que prefiro afirmar como desafios) imprevistos, os quais fogem do controle ou do entendimento, todo o contexto no qual o indivíduo está inserido terá influência sobre os mesmos.Tendo em vista a dependência química, desde a descoberta do familiar sobre o uso, a busca de apoio e a recuperação (constante e por tempo indeterminado) percebemos que, quando a família se abre e se compromete também com a sua própria recuperação e reformulação de vida, fortalecem- se os vínculos afetivos tornando as relações mais firmes, sólidas e confiáveis. Mas, o que é a “RECUPERAÇÃO”? Ligada diretamente na busca da sobriedade, resolvemos refletir sobre a mesma, a qual faz muito sentido, ou todo o sentido quando queremos crescer, amadurecer e nos conscientizarmos do que realmente é importante em nossas vidas. SOBRIEDADE: “temperança, qualidade ou virtude de quem é moderado ou de quem modera apetites e paixões.” Ao nos referirmos à sobriedade e buscando seus significados, podemos refletir que a mesma não se restringe apenas à abstinência de alguma substância. Ampliando nossa visão, e abordando que o ser humano está em constante construção, percebemos que a sobriedade é ou deveria ser uma busca de melhor qualidade de vida, visto que o mundo de hoje, por exemplo, oferece e estimula uma série de compulsões demarcada pelo consumismo exagerado,por produtos que “prometem felicidade”, pela mídia, etc. Podemos ver as pessoas sendo bombardeadas ou seduzidas por coisas e fatos que as distanciam dos seus valores existenciais e essenciais. Sobriedade, neste sentido seria um processo de consciência consciência sobre o que nos faz bem, o que nos acrescenta em detrimento de outros aspectos que nos desviam deste caminho. Sobriedade então é uma maneira de viver, na qual nos estimula a nos libertarmos

dos excessos que causamos a nós mesmos. Excessos de trabalho, de comida, de cobiça, de maus hábitos, de vazios existenciais. A sobriedade vem nos dizer de um equilíbrio, pois onde há excessos por um lado há uma grande falta em outro. Conscientizarmos-nos de nossos verdadeiros valores, aqueles que nos tornam mais humanos, aqueles que nos aproximam de quem realmente somos, aqueles que nos ensinam a olhar o outro como parte de nós mesmos, aqueles que nos ligam a espiritualidade... é um caminho que nos leva à SOBRIEDADE

. Ao buscar um novo olhar sobre a vida, podemos refletir junto com a Família quanto ao surgimento de crises, problemas: é um momento de olhar para nossas angústias, reconhecermos nossos medos e impotências - todavia não ficarmos presos e ressentidos- mas principalmente se constitui um desafio que nos traz a possibilidade de nos desenvolvermos, aprendermos, crescermos e evoluirmos emocional e espiritualmente, internamente e com os outros.

FAMÍLIA (valores, afetos, limites, amor, formação da autoimagem...) – RECUPERAÇÃO (resgate de si mesmo, reconstrução pessoal e familiar...) – SOBRIEDADE (consciência do essencial, novo olhar sobre a vida, renascimento, espiritualidade, autoestima...).

Gigliela Giacomini

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