Queremos continuar a reflexão em torno da bela parábola que é o livro de
Jonas, lendo hoje o Cap. 2, o mais famoso por causa da história do peixe.
Este grande peixe já deu muito que falar. Que espécie era? Que tamanho
possuía? É parecido como a vovozinha na barriga do lobo mau na estória do
Chapeuzinho Vermelho. Qual é o sentido desta simbologia? A barriga do
peixe representa o pior lugar que um crente podia supor para fazer uma oração:
lugar impuro, cercado de perigos (mar), no fundo do poço, nas “raízes
das montanhas”(2,7), trancado com ferrolhos, sem saída. É muito interessante o que Jonas faz dentro da barriga do peixe. Parece que há uma entrega total através da oração de um salmo que manifesta sua angústia e vontade de se converter ao
projeto de Javé. É como os propósitos que surgem no final de um retiro. O fato de permanecer três dias significa a presença de Deus, pois na cultura bíblica o número Três representa Deus. O autor quer dizer com isso que Deus está presente na história. No lindo salmo que reza Jonas confessa que, mesmo não querendo reconhecer, Javé é um Deus de inclusão, que não nos abandona em nossos momentos de dificuldades apesar de nossas teimosias. Por sua prece, Jonas passa da situação de morte para a vida, pois o peixe o devolve para a terra firme. Sua experiência é o espelho de muitas situações vividas por nós ou por nossas comunidades. Afinal quem já não se sentiu como que dentro de um peixe, apertado no fundo do mar, ou fundo do poço? E quem não provou através
de uma oração sincera, ser devolvido à vida para dar continuidade a sua missão?
Até mais!
Pe. Décio J. Walker
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