Partindo do entendimento de que o trabalho dignifica a vida humana, procurando
definir a palavra trabalho poderíamos dizer que a mesma significa: "toda ação ou atividade de transformação da natureza ou do ambiente em que se vive". As concepções de trabalho são diferentes, como é diferente a análise e interpretação de diferentes culturas perante algum tema. Assim o trabalho não pode ser interpretado como apenas a ação que emprega o esforço físico, pois em pleno decorrer do século XXI, vivenciamos mudanças também nesta questão. Hoje a busca da realização pessoal, financeira, profissional, faz existir uma vasta gama de ramos de diferentes formas de trabalho, que vão desde o trabalho que agrega a força muscular, até as chamadas novas formas de trabalho: em casa, sem patrão, sem horário fixo, sem salário pré-estabelecido, e com o uso da internet. Nesta análise, observamos que a valorização ou desvalorização de algumas formas de trabalho aparece cada vez mais presente. Se olharmos, por exemplo, para o âmbito educacional, podemos fazer uma séria observação: a escola desde o seu surgimento como instituição aberta e de acesso a todos, fixou-se como um ponto norteador para os futuros profissionais. Por décadas, a instituição escola, direcionou os
educandos a determinadas áreas de trabalho, buscando orientar seus currículos à escolha de um determinado trabalho. Hoje a mesma instituição se coloca como esclarecedora, como mediadora, como orientadora, colocando seus educandos no caminho da busca do querer saber mais, querer buscar mais, querer se apossar do conhecimento já construído, pois é este o seu trabalho. Apesar da desvalorização do trabalho dos educadores, que não são meros profissionais em educação, existe um grande desejo de levar à comunidade a visão construtora e por que não, sonhadora, dos educadores, buscando fazer com que a ação do seu trabalho seja vista não só como a busca da satisfação financeira, mas principalmente a consciência de que é possível fazer um mundo melhor, com a busca incansável da igualdade, da justiça, e da compreensão de que não importa o que se faz ou se considera trabalho, desde que seja digno, que não busque apenas a
recompensa financeira, mas a plena realização do ser como humano, e não apenas como mais um ser escravo de seus desejos consumistas. Sendo assim, o trabalho de qualquer cidadão deve ser reconhecido e valorizado por cada um no seu particular, mas principalmente reconhecido perante a sociedade como necessário e digno.
Por Dorotéia Aparecida Bilhalva
Professora de História em Santo Cristo
Nenhum comentário:
Postar um comentário