28 de abr. de 2010

Mudanças climáticas provocarão aumento de alergias e doenças

Mudanças climáticas provocarão aumento de alergias e doenças

Segundo estudos, as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, como o aumento das alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água, advertiram em Paris especialistas em clima e saúde.

É possível prever que o aumento das temperaturas durante o verão provocará um forte avanço da mortalidade entre as pessoas mais velhas, ou frágeis. Além disso, as ondas de frio serão mais intensas, inclusive mais mortíferas. Alguns poluentes - como as partículas finas -, também aumentarão, devido ao aquecimento global. "Esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios". O aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira tentará subir para o norte. Além disso, as árvores com pólen se estenderão, e por isso os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou. São previstos também outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifóide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada.


Brasil tem cidades mais desiguais do mundo

Segundo o relatório do 5º Fórum Urbano Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), cinco cidades brasileiras estão entre as 20 mais desiguais do mundo: Goiânia (10ª), Belo Horizonte (13ª), Fortaleza (14ª), Brasília (16ª) e Curitiba (17ª) são as que apresentam as maiores diferenças de renda entre ricos e pobres no País. O documento "O Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido" também informa que o Brasil é o país com a maior distância social na América Latina. O Rio de Janeiro, na 28ª posição, e São Paulo, na 39ª, também são cidades consideradas com alto índice de desigualdade, de acordo com o relatório da ONU. Nove municípios na Áfricado Sul lideram o ranking. As capitais da Nigéria, Etiópia, Colômbia Quênia e Lesoto também estão entre as mais desiguais. No total, 138 cidades de 63 países em desenvolvimento foram analisadas. O relatório baseia suas conclusões no coeficiente

Gini - cujos indicadores medem a concentra concentração de renda de um país. O relatório mostrou que existe vínculo direto entre desigualdade e criminalidade. Mais do que custos sociais, o abismo entre ricos e pobres também provoca prejuízos econômicos. Em termos de favelização, o estudo da ONU apresenta resultados paradoxais para o Brasil. Apesar de ter sido o país que apresentou o maior número

absoluto de pessoas que deixaram de viver em condições de favelização na América Latina - 10,4 milhões -, a pesquisa mostrou que o desempenho relativo ficou abaixo dos vizinhos. Enquanto as condições de moradia melhoraram para 16% da população brasileira, este índice ficou em 40,7% na Argentina, 39,7% na Colômbia, 27,6% no México e 21,9% no Peru.



Água suja mata mais pessoas que as guerras

O Estudo intitulado "Água doente", afirma que a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade todo ano, ou seja, uma morte a cada 20 segundos. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. No Brasil, uma das maiores causas de morte associada à falta de saneamento é a diarreia. A doença mata cerca de 2,2 milhões de pessoas em todo o mundo anualmente. Mais da metade dos leitos de hospital no planeta, diz o estudo, é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada. O relatório da Unep ressalta que dois milhões de toneladas de resíduos contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, seja em rios ou oceanos, causando gigantescas zonas mortas, sufocando recifes de corais e

peixes. Para tentar solucionar o problema, o Unep recomenda sistemas de reciclagem de

água e projetos para o tratamento de esgoto. Esse estudo coincide com outro relatório das Nações Unidas, que revela que uma entre cada seis pessoas no planeta não tem acesso à água potável e que até 2025, a estimativa é que dois terços da população mundial vão sofrer com a escassez de água.


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