28 de abr. de 2010

Gaúcha é venerada como mártir da justiça no Pará

Religiosa missionária na região amazônica precedeu a outros mártires da justiça.

Há 25 anos, era assinada Irmã Adelaide Molinari, na região de Marabá, no Pará, norte do Brasil. O fato comoveu a região missioneira, pois a freira era muito conhecida e estimada pelo povo desta região na qual trabalhou. A partir de sua morte, iniciou-se uma caminhada até o túmulo da irmã, onde hoje é uma verdadeira romaria. Este ano a romaria conta com a presença de 16 irmãs religiosas - colegas da Irmã Adelaide - de diversas comunidades da Província Nossa Senhora da Anunciação, com sede em Santa Maria, 6 padres da Diocese de Santo Ângelo e 17 leigos que irão de ônibus até Marabá. A diocese de Santo Ângelo tem grande ligação com Marabá, pois mantém um vínculo de diocese irmã, com cedência de padres e parceria com congregações religiosas. Pe. Donato Radmannn, natural de Santo Cristo, está trabalhando no Marabá e escreve um pouco da história da caminhada da Irmã Adelaide. Confira a seguir: "Irmã Adelaide Molinari foi religiosa da Congregação das Filhas do Amor Divino. Nasceu na cidade de Garibaldi, RS. De batismo recebeu o nome de Lourdes Molinari. De família pobre. Ainda criança foi morar no interior de Palmeira das Missões. Em busca de melhores condições de vida. Em 1983 a Congregação Filhas do Amor Divino veio estabelecer-se no sul do Pará, na diocese de Marabá. Irmã Adelaide foi co-fundadora da primeira omunidade religiosa FDC (três irmãs), na localidade de km 02, atual município de Eldorado dos Carajás. Onde iniciou visitando famílias, criando amizade, atuando na astoral e ajudou a organizar a comunidade local. Em 14 de abril de 1985, já residindo emCurionópolis, a 30km de Eldorado dos Carajás, Ir. Adelaide tinha celebrado na comunidade do km 02. Na Rodoviária local ela estava falando com o delegado sindical Arnaldo Delcídio Ferreira, pelas 15h, quando foi vítima de um violento atentado, com o sindicalista, que também saiu ferido. Uma bala perfurou o tórax do Arnaldo e tinatingiu Ir. Adelaide na veia artéria do pescoço, onde ela veio a falecer, derramando praticamente todo o seu sangue. O sangue desta mártir veio unir-se ao sangue de tantos outros irmãos em terras paraenses. Na luta por terra e dignidade. O corpo de Ir. Adelaide foi velado na capela Nossa Senhora das Graças de Curionópolis, durante a noite de 14 de abril e o dia 15 todo. Foi enterrado ao lado da capela, no final da tarde do dia 15. O povo da região, a partir de 1986, começou a fazer memória da morte e Ressurreição de Ir. Adelaide, com uma caminhada, de Evangelização e oração, desde a capela de Eldorado dos Carajás, passando na primeira residência das irmãs, local do assassinato até chegar ao jazigo onde ela foi enterrada. Cada ano está crescendo o número de participantes. Este ano a caminhada é jubilar: 25 anos. O tema será: Irmã Adelaide Molinari "Ela vive entre nós e ensina a viver na solidariedade e na justiça". Será sábado após a Páscoa, 10 de abril, com início às 22h, na capela Nossa Senhora das Dores, de Eldorado dos Carajás. Pretendemos chegar ao local do jazigo de Ir. Adelaide pelas 6h da manhã do dia 12, domingo, onde celebraremos o mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, de Ir. Adelaide, com uma Santa Missa.

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