Pe. Edegar Soares de Matos
Falando com uma mulher, que foi empregada doméstica no Brasil e mudou-se para os Estados Unidos há um bom tempo, lá também casando, contava ela que trabalha em três lugares. Chega a realizar 80 horas de trabalho por mês. Indagava à mesma: mas isso é escravidão!!! E ela: não é, pois eu gosto do que faço, estou ganhando meu salário, estou melhorando minha vida e presto serviço e ajudo a outros. Com esse trabalho todo posso ajudar minha família e ainda posso mandar um dinheirinho até para obras sociais e para a Igreja aqui no Brasil. Dizia isso com dignidade e alegria. Diante de tanta convicção, fiquei quieto e tive que aceitar a situação. Ou seja, ela não deixa que venham até sua casa oferecer-lhe alguma coisa, ao contrário, vai à busca. Chama-se o/a empreendedor a do trabalho. Nunca falta! Ou seja, é preciso ir à busca do que fazer, de como ser útil. Que é o trabalho? É uma atividade que empreendemos para melhorar a nossa vida, a vida dos outros e o mundo. É a atitude humana que mais dignifica e realiza - poder ser útil, poder ajudar, poder fazer alguma coisa. E todos podem fazer algo? Inclusive quem está acamado, doente ou numa cadeira de rodas? Sem dúvida, todos têm o que fazer. Trabalho é fazer o que precisa para si, é limpar a casa, é acolher as pessoas, é exercer algum trabalho manual, é ler, é estudar, é rezar pelo outro, é ouvir... Há tantas frentes de trabalho - os trabalhos comunitários, que significa dedicar-se a uma comunidade, a uma instituição. O trabalho voluntário é o que mais traz satisfação para o ser humano. Ou seja, envolver-se nas horas vagas no trabalho voluntário pela melhoria de seu bairro, de seu prédio, de sua igreja... Feliz trabalhador, trabalhadora, que faz de sua vida um instrumento de continuidade da obra do Divino Trabalhador e, por sua vez, deixa uma marca especial neste mundo.
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